Hoje, quando fui levar o pimpolho ao colégio, fiquei de boca
aberta feita parva, a olhar para a educadora. A minha reacção foi tal que, a
rapariga, deve ter pensado que me dava uma coisinha má ali mesmo, naquele
instante.
O meu pimpolho é a “coisinha” mais fofa, mais querida, mais
maravilhosa, mais linda, mais meiguinha que Deus colocou na terra e todas as
pessoas mo confirmam. Sei que para todas as mamãs os filhotes são assim mas o
meu é mesmo especial. (E não o são todos?) Aliás não há dia que eu não vá ao
colégio que não mo digam. Ok… há… foi hoje… minha alma ficou parva de espanto…
“Mamã ele está a ficar um traquinas!” Calma Joana, calma….
que quererá ela dizer com isto? Traquinas… traquinas… significado de traquinas…
hummm… no mau sentido?... no bom sentido?... Será que há um bom sentido???... Tem
de haver um bom sentido… “Ele tem um lado muito meiguinho mas do nada, está a
ouvir uma história com os amiguinhos, todo feliz e como não quer a coisa, dá
uma chapada de mão aberta na cara de um menino?” Meu Deus que é isto? Que
bichinho estava dentro do meu filhote? Como uma chapada de mão aberta????
Estamos a falar do meu bebe lindo?? Devemos estar a falar de outro menino. “Salta
para cima dos meninos, morde,…” Ok… estamos a falar do meu pimpolho… Ia caindo
para o lado. Cá em casa não há nem chapadas, nem mordidelas, nem atirar para
cima uns dos outros (até porque somos três e uma é gata). Sempre defendi uma
educação sem violência com calma e explicando as coisas onde foi ele buscar essas
ideias geniais. “Até o I. que não tem medo de nada se péla quando o Santi chega
ao pé dele. Foge com medo.” “Não aconselhamos os pais nestas idades a não brincarem
ás lutas em casa porque depois eles acham que é normal.” Quais lutas em
casa???? Isso é “brincadeira de homens”, cá em casa não se brinca ás lutas. O único
homem da casa tem 20 meses. Só se brinca aos miminhos, muitos miminhos, muitos
abracinhos. Fiquei além de estupefacta também preocupada. Como um bebé sempre
tão meiguinho agora está assim. Deixei a minha postura de “mamã histérica” e
apanhada do juízo e coloquei a minha postura de psicóloga. Vinte meses é altura
de muitas descobertas, não sabem ainda como se mostra que se gosta, para eles
morder bater é uma demonstração de afecto e não deve ser entendido como algo
para magoar o outro. Com calma e tranquilidade tem de se demonstrar, explicar
que não se bate que apenas se dá abracinhos, miminhos e beijinhos. É normal,
quase todas as crianças passam por esta fase. Tem de se ter calma e
tranquilamente ensina-lo o que pode ou não pode ser usado para demonstrar afecto.
Depois veio a “mamã histérica” “Ai meu Deus… ai meu Deus” e
a psicóloga “vai tudo correr bem.”
Sem comentários:
Enviar um comentário